Nova terapia de prevenção do HIV é lançada no SUS

A medicação será distribuída de forma gratuita, mas é restrita ao grupo de maior vulnerabilidade. Tudo será feito com acompanhamento médico e a terapia, conforme estudos, será capaz de prevenir a doença.

Tudo começou ao se analisar os dados: a cada 100 mil brasileiros, 18 são soropotivos. E, hoje, mais de 830 mil pessoas vivem com vírus – só que desse total, 112 mil ainda não sabem disso.

Os números são do Boletim Epidemiológico de HIV/AIDS, do Ministério da Saúde.

A doença surgiu há mais de 35 anos… Mas continua sendo um grande desafio para todo o setor no Brasil. Até hoje, a única forma de prevenir a doença é com o uso de preservativos e com os cuidados ao usar itens médicos, como as seringas.

Mas, isso se mostrou, no mínimo, insuficiente para a erradicação da doença.

Agora, o SUS quer apostar em outra teoria – a de que a Profilaxia Pré-exposição (PrEP) deva funcionar como uma terapia capaz de prevenir a infecção do vírus.

Tudo está sendo feito no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Para os cientistas, a disponibilização do medicamento é uma estratégia eficiente para enfrentar a epidemia no país.

Essa nova medida é uma realidade e vai fazer parte do grupo vulnerável – formado por pessoas que não conseguem suar preservativos por motivos sociais ou culturais.

Especificamente sobre a PrEP, os especialistas dizem que ela funciona como forma de evitar a infeção – “não é como uma pílula do dia seguinte”. Portanto, o uso será por um longo período e isso exige muita responsabilidade do paciente, também.

O medicamento ainda é caro

A novidade do Brasil vai se expandir para o mundo, que também sofre com a doença.

Um dos problemas, por enquanto, é o alto custo do medicamento, considerando a patente negada no Brasil. A empresa diz que o monopólio pode se reverter e a situação ficará mais viável.

O medicamento usado para o PrEP é o Truvada, comercializado no Brasil desde 2010. Os pacientes que querem o remédio na rede privada precisam pagar 290 reais pela caixa de 30 comprimidos – o que dá para um único mês.

Da Redação