Dezembro Vermelho visa conscientizar população sobre prevenção ao HIV e à AIDS

Aprovada pelo Senado em outubro e publicada no DOU (Diário Oficial da União) em novembro, a Lei 13.504 institui a Campanha Nacional de Prevenção ao HIV/Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis – o Dezembro Vermelho.

O objetivo é promover todos os direitos humanos das pessoas que vivem com a doença e assegurar a prevenção e assistência dos novos usuários do vírus.

Dessa forma, durante todo o mês serão realizadas atividades para este fim. Todas as ações são realizadas em parcerias com o poder público e organismos internacionais, além de toda a sociedade civil.

O Dezembro Vermelho vai contar com as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) para enfrentar as ISTs.

Os números do HIV no Brasil

A doença é causada principalmente pela falta do uso de camisinha (preservativos sexuais), apontam os especialistas. E isso é que faz o vírus circular tão rapidamente.

Atualmente, o Brasil é um dos países que tem a maior cobertura de tratamento antirretroviral (TARV) – se comparados os países de baixa e média renda.

Ao todo, são mais de 64% das pessoas que vivem com o HIV que recebem a TARV, conforme dados do Boletim Epidemiológico 2016, do Ministério da Saúde.

Nos últimos anos houve um aumento no número de casos em idosos.

Agora, nos últimos meses, foi registrado que os jovens voltaram a ser preocupação com o assunto – o Ministério da Saúde diz que apenas 56% dos diagnosticados entre 18 e 24 anos fazem o tratamento.

A cada ano a OMS (Organização Mundial da Saúde), que é da ONU, ele a população que mais registra número de incidentes de casos de HIV/Aids e define um cronograma para a campanha que tem ações de impacto e sensibilização sobre esse tema.

Reprodução: Google

Sobre o Dezembro Vermelho

A data para início da campanha é o dia 1º de dezembro e foi criado pelas Nações Unidas em 1987. O Brasil adotou o mesmo dia no ano seguinte.

O laço vermelho, que simboliza o período, é visto como um ato de solidariedade e comprometimento na luta contra a Aids. O projeto do laço é de 1991, criado pelo Visual Aids, em Nova Iorque – eles queriam homenagear colegas que haviam morrido com a doença.

O vermelho dá a ideia de sangue e paixão – ao mesmo tempo, diz Frank Moore, criador do símbolo. E a inspiração veio do laço amarelo que honrava os soldados americanos na Guerra do Golfo.

Da Redação